Declaração de fé


Como crentes do Novo Testamento, nós aceitamos a crença batista histórica de que uma igreja local bíblica deve ser composta apenas por pessoas que creem e foram batizadas como testemunho de sua fé pessoal no Senhor Jesus Cristo. Cremos que o Senhor Jesus Cristo merece o amor e a obediência de cada um dos membros desta igreja. Acreditamos que qualquer hábito, prática, associação ou afeição que impeça o crescimento espiritual e um conhecimento cada vez mais profundo do Senhor Jesus deve ser deixado de lado. Desejamos que nosso testemunho seja usado para direcionar almas perdidas a Cristo.
Quando alguém se torna membro desta igreja, entra em uma comunidade que existe principalmente para glorificar o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Portanto, comprometemo-nos em honrar Cristo com nossas vidas, por meio da obediência à Sua Palavra escrita, permitindo assim que todas as áreas do ministério se conformem à Sua Palavra, e que os crentes sejam transformados à Sua semelhança.

SEÇÃO I - AS ESCRITURAS (Bibliologia)


As Escrituras do Velho e do Novo Testamento (Bíblia), em seus manuscritos originais, é plena (completamente) e verbalmente (cada palavra) inspirada pelo Espírito Santo e é a infalível (sem erros) e autorizada Palavra de Deus dada ao homem. É, portanto, a suprema revelação da vontade de Deus para os homens, e a aceitamos como a única regra de fé e prática para a vida.
Visto que a Bíblia foi escrita por muitos autores durante um longo período de tempo, o método de interpretação mais preciso e abrangente é o histórico-gramatical literal. Para ser consistente com a intenção e o significado das Escrituras, esse é o método que esta igreja usará para interpretar as Escrituras. 
(Salmos 19:7-11; João 17:17; 2Pedro 1:19-21; Provérbios 30:5,6; 2Timóteo 3:16)

SEÇÃO II - A TRINDADE (Teologia)


Existe um único Deus verdadeiro, criador e sustentador de todas as coisas, que é Espírito e, como tal, é infinito, inteligente, onisciente, onipresente, onipotente, imutável, perfeito, santo e justo. Deus existe e se manifesta eternamente em três Pessoas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Essas três Pessoas são iguais em divindade, essência, poder, glória, soberania e majestade, mas desempenham funções distintas, porém harmoniosas, na grande obra da redenção humana. 
(Êxodo 20:2,3; 1Coríntios 8.6; Deuteronômio 6:4, 5; Mateus 28:19, 20; João 10:30)

A. Deus Pai

Deus, o Pai, sempre existiu eternamente como uma Pessoa distinta da Trindade, mas compartilha a mesma essência com Deus, o Filho, e com Deus, o Espírito Santo. O Pai é soberano sobre toda a criação, cujo propósito é exibir a Sua glória, a Sua pessoa e o Seu nome. Portanto, Ele faz o que Lhe agrada, quando e como Lhe agrada. 
(1Samuel 2:2; Salmos 29:2; Isaías 14:24-27; 29:15,16; 43:6,7; 46:8-10; 55:8,9; Romanos 9; Daniel 4:34 ,35; Apocalipse 4:11)
 
B. Deus Filho, Jesus Cristo

Deus, o Filho, sempre existiu eternamente como uma Pessoa distinta da Trindade, mas compartilha a mesma essência com Deus Pai e com Deus Espírito Santo. Ele é o Criador, o Sustentador de toda a criação, o SENHOR (Jeová do Antigo Testamento junto com o Pai e o Espírito Santo) e é o cumprimento das profecias messiânicas. 
No plano redentor, embora sendo Deus, Ele tomou sobre Si a forma de homem ao ser concebido sobrenaturalmente pelo Espírito Santo e nascer da bendita virgem Maria. 
Sendo “Deus manifestado na carne”, viveu aqui na Terra, entre os homens, a vida perfeita, imaculada, isenta e livre do pecado.
Sua morte na cruz do Calvário foi um completo e perfeito sacrifício vicário (substitutivo) e propiciatório (que aplaca a ira de Deus), sendo o único pagamento pela penalidade do pecado e, portanto, com poder para salvar da perdição eterna o que se arrepende. Ele não morreu apenas como mártir, mas, principalmente, como uma vítima oferecida, voluntariamente, por Deus, o Pai, em lugar do pecador, como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. 
Após Sua morte na cruz, Ele foi sepultado e, ao terceiro dia, ressuscitou corporalmente da sepultura, ascendeu ao Céu e agora está sentado à direita de Deus Pai, intercedendo por nós. Ele é sempre completamente Deus e completamente homem, e voltará fisicamente a este mundo para governar e reinar na Terra, no trono de Davi, de acordo com as promessas de Deus. Sua segunda vinda será pessoal e pré-milenar.
Ele é SENHOR, Yahweh (Jeová), sem pecado e sem possibilidade de pecar. Jesus é o Salvador, o Cristo, o Messias (aquele que estabelecerá o reino teocrático na Terra, no momento do Seu segundo advento). 
Quando a palavra “Cristo” (Messias) é usada no Novo Testamento, é uma referência à Sua obra, Sua posição e Seu título como o “Ungido”, o Deus/Homem governante e o Rei que tem todo o poder e toda a autoridade no Céu e na Terra. 
Jesus é Seu nome de batismo. 
(Isaías 7:14; Lucas 1:26-35; João 1:1-14; Atos 2:22-36; Filipenses 2:5-8; Colossenses 1:15-22; Hebreus 1:1-4; 7:25; Apocalipse 4:11; Mateus 1:18-25; 28:6,14; Lucas 2:21; João 14:18; 20:31; Atos 15:16; Filipenses 2:6; 1Tessalonicenses 4:16; Hebreus 4:15; 1Pe 2.22; 3.18; 1João 3:5)

C. Deus, o Espírito Santo

Deus, o Espírito Santo, sempre existiu, eternamente, como uma Pessoa distinta da Trindade, que possui todos os atributos de personalidade e deidade, e compartilha a mesma essência com Deus Pai e Deus Filho. Ele foi ativo na criação deste mundo junto com Deus Pai e Deus Filho. 
No Antigo Testamento, Ele veio sobre os homens seletivamente, a fim de capacitá-los para o serviço. 
No Novo Testamento, após a ressurreição e ascensão de Cristo, o Espírito Santo veio no dia de Pentecostes para instituir a igreja e convencer o mundo do pecado, da justiça e do julgamento vindouro. Ele veio para habitar em todos os crentes, tornando-os espiritualmente vivos, separando-os para a pureza e selando-os como bens eternamente seguros de Deus. 
Hoje, o Espírito Santo é o ajudador e confortador do crente, presta o testemunho da verdade das Escrituras ao crente e o conduz pela vida. Ele ensina ao crente as verdades da Palavra de Deus, fortalecendo-o e ajudando-o a viver vidas semelhantes à de Cristo. 
No momento em que colocamos a nossa fé em Cristo, o Espírito Santo nos batiza na igreja, que é o Corpo de Cristo, e nos dá dons espirituais para sermos usados no serviço da igreja. Os dons do Espírito são identificados (provavelmente não de forma exaustiva) em 1Coríntios, capítulos 12-14, Romanos, capítulo 12 e Efésios, capítulo 4. 
Por causa da revelação completa da Bíblia, certos dons e sinais que eram usados para autenticar as palavras de um apóstolo como sendo mensagem de Deus deixaram de ser necessários e terminaram, por exemplo, os dons de apóstolo e de profeta (Efésios 2:19-20).
(Gênesis 1:2, 26; João 3:5-8; 14:16-18, 26; 16:7-14; Atos 2:16-18; 5:3-4; 1Coríntios 6:11; 12:13; Gálatas 3:27; Efésios 1:3-14; Hebreus 9:14; 2Pedro 1:20-21)

SEÇÃO III - CRIAÇÃO


Deus criou todas as coisas em seis dias consecutivos de 24 horas. Toda vida, incluindo o homem, foi criada pelos atos especiais e formativos de Deus, e não a partir de formas de vida pré-existentes. O relato bíblico da criação é incompatível com a Teoria da Evolução. 
(Gênesis, capítulos 1-2; 3:1-19, Êxodo 20:11)

SEÇÃO IV - DA IGREJA (Eclesiologia)


A. A IGREJA UNIVERSAL (OU INVISÍVEL)

Existe uma igreja verdadeira, um organismo vivo chamado, nas Escrituras, de corpo e noiva de Cristo. A igreja era um mistério antes da morte, do sepultamento e da ressurreição de Cristo, mas agora foi revelada no Novo Testamento. 
A igreja surgiu no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo foi dado. Nesse momento, os discípulos tornaram-se parte do corpo de Cristo. 
Todos os que “nasceram do alto”, pela fé no Senhor Jesus Cristo, são membros do Seu corpo, do qual Ele é a cabeça.
As portas do inferno jamais prevalecerão contra a igreja. 
(Mateus 16:15-19; João 3:3-8, 36; Atos 2:1-13; 1Coríntios 3:11; 12.12-13; Efésios 1:22, 23; 4:15-16; 5:25-32)

B. A IGREJA LOCAL (OU VISÍVEL)

A igreja local é uma comunidade de crentes batizados e associados pela fé que, voluntariamente, têm comunhão para observar as duas ordenanças (batismo e ceia) e tudo o que Cristo mandou, anunciar o Senhor Jesus Cristo, adorar a Deus, exercer os seus dons espirituais (exceto os chamados dons sobrenaturais: línguas, interpretação de línguas, profecias, curas e milagres), cuidar uns dos outros e ensinar a Palavra de Deus, a fim de equipar os santos para o ministério.
A igreja local tem o direito absoluto de autogoverno, sem dependência de ninguém, exceto do próprio Jesus Cristo. 
O Novo Testamento descreve o governo congregacional como sendo liderado por pastores, também chamados pelo Novo Testamento de presbíteros (ou anciãos) e bispos, termos que se referem a diferentes funções dentro do mesmo ofício. (Por questões práticas, nesta declaração de fé e no estatuto, será utilizado apenas o termo “pastor (es)”. 
A Bíblia proíbe o pastorado feminino. 
Os pastores devem ser devidamente auxiliados por diáconos que, por sua vez, devem ser experimentados na vida cristã e, de preferência, homens.
Homens qualificados devem ser os principais líderes da igreja. 
(Mateus 28:19, 20; Efésios 4:11-16; Hebreus 10:24, 25; Atos 2:42; 13:1-3; 2Coríntios 8:1-5, 19, 23; 1Timóteo 2:8-15; 3:1-13, Filipenses 1:1, 2Coríntios 2:6, 1Coríntios 5:4-5, Tiago 1:27; Tito 1:5-9).

C. AS ORDENANÇAS DA IGREJA LOCAL
 
Jesus Cristo instituiu as observâncias do batismo e da comunhão (a Ceia do Senhor) como as duas ordenanças da igreja. Essas ordenanças devem ser observadas pelos crentes (nascidos de novo) que entendem o seu significado e estão andando com o Senhor. As ordenanças são um ato de obediência, todavia não são exigidas para a salvação.

BATISMO

O batismo bíblico é a imersão do crente em água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Deve ser observado apenas uma vez e após a conversão. 
Por meio desse sinal externo da obra interna da graça, pelo Espírito Santo, o batizado demonstra a sua a fé no Salvador crucificado, sepultado e ressurreto, significando, assim, que o batizado morreu para o pecado e para o  mundo e ressuscitou para a vida nova em Cristo. 
O batismo é pré-requisito para ser membro de igreja local.
(Mateus 28:19, 20; Atos 2:38; 8:12, 36-39; 10:47; 16:33; Romanos 6:3-5)

COMUNHÃO (CEIA DO SENHOR)


Os elementos da Ceia do Senhor são o pão e o fruto da videira, que simbolizam, respectivamente, o corpo do Senhor Jesus Cristo, que Ele entregou, e o Seu sangue, que Ele verteu em nosso favor, tornando-se lembrança de tudo o que Cristo fez por nós em Sua morte, Seu sepultamento e Sua ressurreição.
A Ceia do Senhor deve ser observada regularmente até que Ele venha, devendo o crente, antes de recebê-la, examinar se está em condições de participar dignamente dela.
A observância da Ceia do Senhor é apenas para os crentes e não tem valor espiritual para os não salvos. 
(Mateus 26:26-30; 1Coríntios 10:16-17; 11:23-34)

D. A IGREJA E O GOVERNO CIVIL

Deus estabeleceu a igreja e o governo civil, cada um com a sua esfera de operação distinta, sem que nenhum controle o outro, nem haja aliança entre os dois. Cremos na separação completa e absoluta entre o governo civil e a igreja local.
O governo civil deve zelar pelos interesses e pela boa ordem da sociedade humana conforme descritos em Romanos 13:1-7. Devemos orar pelos magistrados, honrá-los e obedecer-lhes, salvo naquilo que for contra os ensinos das Santas Escrituras
Os propósitos da igreja estão descritos em Efésios, capítulo 4. 
(1Timóteo 2:1-3; 1Pedro 2:13-17)

SEÇÃO V - HOMEM (Antropologia)


A. A criação e o propósito dos seres humanos

Os seres humanos foram criados por Deus à Sua imagem e semelhança. Cada pessoa, desde a concepção até à morte, possui dignidade inerente e valor intrínseco. 
Tirar vidas por meio de homicídio ou aborto é pecado contra Deus. 

Os seres humanos foram criados para adorar e servir ao Deus Criador e também para se relacionarem com os seus semelhantes.  
Cada pessoa é uma unidade complexa de alma, espírito e corpo, com vontade e capacidade de fazer escolhas.
A personalidade começa na concepção, onde o gênero é permanentemente definido. Alterar o gênero e a sexualidade que Deus concedeu a cada um é uma rebelião contra Deus. O homem e a mulher são criados à imagem e semelhança de Deus, iguais em dignidade, contudo diferentes em suas respectivas funções na família, na sociedade e na igreja . 
(Gênesis, capítulos 1-2, 19; Neemias 9:6; Isaias 44:24; Mateus 22:36-40; Romanos 1:24-27; 1Coríntios 11:8; 1Timóteo 2:13; Hebreus 11:3; Salmos 139:13-16; Isaías 45:5-9,21; Efésios 1:3-6,11, 12; 3:10,20, 21; 1Pedro 4:10, 11)

B. A Condição do Homem Decaído

O homem foi criado por Deus à Sua imagem, num estado de inocência. Como resultado da tentação de Satanás, Adão, o primeiro ser humano criado, pecou voluntariamente e caiu de seu estado inocente. Por causa desse ato de desobediência, todos os seres humanos, como descendentes do primeiro casal (Adão e Eva),  tornaram-se destituídos da glória de Deus, intimamente corrompidos e portadores do pecado original, tanto por natureza, como por escolha, uma vez que, segundo o juízo de Deus, todos compartilhavam potencialmente da pessoa de Adão. 
O ser humano, portanto, sendo escravo do pecado, acha-se sob a condenação e a ruína eterna, sem nenhuma desculpa ou defesa e, a menos que seja redimido por Cristo, está condenado eternamente a um inferno literal. 
(Gênesis 1:27; 3:1-7; Isaías 53:6; Romanos 3:9-19,23; 5:12, 19; 8:5-8; 2Tessalonicenses 1:7-9)

C. A Redenção do Homem

A única esperança para a humanidade perdida é a salvação pela graça de Deus, sem o auxílio de quaisquer méritos ou obras humanas, mas, unicamente, por meio da obra medianeira do Filho de Deus, que se deixou sacrificar na cruz do Calvário. Esse sacrifício do Seu corpo e do Seu sangue satisfez a exigência de Deus pela penalidade do pecado do homem. 
Muito mais do que um perfeito exemplo a seguir, Jesus Cristo, em Sua vida neste mundo, morte e ressurreição, recebeu a penalidade pelo pecado que merecíamos, tornando-se o nosso único substituto. 
(Levítico 17:11; Efésios 1:7; Hebreus 9:22; 1Pedro 2:24; 3:18)

D. A liberdade individual do homem

Cada pessoa, no uso da própria consciência, é individualmente responsável, diante de Deus, pela interpretação e aplicação adequadas e aceitação de tudo o que a Bíblia ensina. Assim, cada pessoa dará contas de si mesma a Deus, sem a participação de outra pessoa, família ou igreja. 
Cada crente tem o Espírito Santo para guiá-lo e capacitá-lo à parte de qualquer outro ministério humano ou da igreja.
 (Atos 3:29; Romanos 14:5-12; 2Coríntios 4:2; Tito 1:9; 1João 2:27)

E. O Julgamento Final do Homem

1. Do Crente

Um dia, todo indivíduo salvo estará diante do Tribunal de Cristo, para ser julgado não pelo seu merecimento de salvação, porém pelas suas obras, visando receber recompensas do Senhor. (1Coríntios 3:10-15; 4:5)

2. Do incrédulo

Um dia, os indivíduos não salvos comparecerão diante do Senhor, no Grande Trono Branco, quando serão julgados de acordo com as suas obras, achados culpados e sentenciados ao castigo eterno no lago de fogo. 
(Lucas 16:19-31; João 3:18; Romanos 14:10-12; Apocalipse 20:11-15)

F. Sexualidade Humana

Deus ordenou que nenhuma atividade sexual fosse praticada fora do casamento, que é uma instituição exclusiva entre um homem e uma mulher.
Deus desaprova e proíbe qualquer tentativa de alterar o sexo de nascimento por meio da autoidentificação, cirurgia ou aparência (Gênesis 2:24; 19:5, 13; 26:8-9; Levítico 18:1-30; Romanos 1: 26-29; 1Coríntios 5:1; 6:9; 1Tessalonicenses 4:1-8; Hebreus 13:4).

G. Relações Familiares

Homens e mulheres são iguais em posição perante Deus, porém Deus ordenou papéis distintos e separados para homens e mulheres no lar e na igreja. O homem deve ser o principal líder do lar, e os homens devem ser os principais líderes da igreja. (Gálatas 3:28; Colossenses 3:18; 1Timóteo 2:8-15; 3:4-5, 12).
Deus ordenou a família como a instituição fundamental da sociedade humana. 
O desígnio de Deus para o casamento é a união de um homem com uma mulher para toda a vida. (Gênesis 2:24; Romanos 7:2; 1Coríntios 7:10; Efésios 5:22-23).

O marido deve amar a sua esposa como Cristo ama a igreja. Da mesma maneira, como a igreja se submete à liderança de Cristo, a esposa deve se submeter à liderança do marido. Contudo, se este tentar levá-la a pecar, Cristo deve ter a primazia e ser obedecido. 
Os filhos são uma herança do Senhor. Os pais são responsáveis por ensinar aos seus filhos valores espirituais e morais. Precisam liderá-los por meio de um exemplo de estilo de vida consistente e uma disciplina apropriada, incluindo correção bíblica.
(Gênesis 1:26-28; Êxodo 20:12; Deuteronômio 6:4-9; Salmos 127: 3-5; Provérbios 19:18; 1Coríntios 7:1-16; Efésios 5:21-33; 6:1-4, Colossenses 3:18-21; Hebreus 13:4; 1Pedro 3:1-7).

SEÇÃO VI - O MUNDO ESPIRITUAL (Angelologia)


A. A Criação de Seres Espirituais (comumente chamados de anjos)

Antes da criação do mundo e do Universo, Deus criou uma multidão de seres espirituais para servi-Lo e glorificá-Lo. Eles foram criados com diversas posições e autoridades: querubins ungidos, querubins, serafins, arcanjos e anjos. As Escrituras descrevem ainda categorias ou organização dos anjos, como poderes, governantes, tronos, domínios e autoridades. 
(Gênesis 3:24; Jó 38:1-7; Isaías 6:1-4; Ezequiel 28:14; Colossenses 1:15-17)

B. O Estado Atual dos Seres Espirituais 

Seres Espirituais Eleitos


São fiéis a Deus, não deixaram o seu estado original e permanecerão para sempre nesse estado. Eles adoram a Deus e cumprem Suas ordens, assim como administram em favor dos que são herdeiros da salvação. 
(1Timóteo 5:21; Isaías 6:1-3; Hebreus 1:14; Apocalipse 4:6-11)

Seres Espirituais Caídos


Cremos, de acordo com o ensino das Escrituras, que existe um ser pessoal chamado Satanás, “o deus deste século”
(Efésios 2:2; Apocalipse 12:9; 2Coríntios 4:4; 11:13-15)

Deus criou todas as coisas perfeitas e sem pecado

a. Satanás

O ser espiritual real hoje chamado Satanás foi originalmente o mais elevado anjo criado por Deus, sem malícia ou pecado, com a função de querubim ungido. Contudo, rebelou-se e decidiu ser como Deus. Nesse momento, o pecado entrou na criação. Ele passou a se chamar Satanás (adversário) com os títulos de “o deus deste século” e “o príncipe do poder do ar”. Continuou sendo extremamente poderoso, mas não possui atributos semelhantes aos de Deus, tornando-se mentiroso, cheio de toda astúcia e malícia. 
Satanás procura, incessantemente, frustrar os propósitos de Deus e seduzir os filhos dos homens ao pecado com todo tipo de tentações enganosas. 
É um feroz inimigo dos crentes em Cristo, sendo, por isso, também chamado de diabo (acusador).
Embora derrotado por Cristo, Satanás continua com o plano de usurpar o governo soberano de Deus.  
(Jó, capítulos 1 e 2; Ezequiel 28:11-19; Isaías 14:12-17; João 8:44; 2Tessalonicenses 2:4; Apocalipse 12:9, 10)

b. Demônios

Ao tentar derrubar a autoridade de Deus, Satanás conseguiu a adesão de um terço dos anjos, que caíram de seu estado original e passaram a ser chamados demônios, inimigos de Deus. Por causa desse ato intencional de pecado, o destino eterno de Satanás e dos demônios está selado, sem oportunidade de arrependimento, e eles serão enviados para o castigo eterno.  
(Efésios 6:10-12; Apocalipse 12:1-6)

c. Suas atividades

Tanto os crentes como os incrédulos são influenciados por essas forças demoníacas, mas os incrédulos, sendo escravos de Satanás, são impotentes para resistir aos seus esquemas e seu domínio. Os incrédulos podem chegar ao ponto de serem possuídos por demônios. 
Satanás e os demônios procuram seduzir os crentes a agirem de modo independente de Deus. Contudo, os crentes têm força para resistir a essas tentações, se usarem a chamada armadura de Deus e o poder que lhes é dado pelo Espírito Santo. 
(Mateus 4:1-11; Atos 5:3; 1Coríntios 2:10, 11; 6:14-16; 11:13-15; Efésios 2:1, 2; Tiago 1:12-15; 1João 5:19)

SEÇÃO VII - SALVAÇÃO (Soteriologia)


A. Sua essência 

O pecado de Adão no Jardim do Éden trouxe a pena de morte para ele e todos os seus descendentes. Naquele momento do seu pecado, tanto Adão como Eva morreram espiritualmente e começaram a morrer fisicamente. 
Para solucionar o problema da morte espiritual da humanidade, Deus enviou o Seu Filho, sem pecado algum, que morreu na cruz do Calvário, satisfazendo, assim, as justas exigências de Deus, ao suportar sobre si a penalidade pelo pecado do homem, recebendo o direito e adquirindo o poder de perdoar os pecados de todo aquele que crê n’Ele. Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia, exibindo a vitória sobre a penalidade do pecado. 
Deus escolheu quem crerá em Cristo, exercendo fé pessoal n’Ele. Mesmo assim, cada pessoa é responsável por obedecer e ceder à Sua soberania. Essa salvação é toda pela graça, concedida exclusivamente por meio da morte de Jesus Cristo na cruz, Seu sepultamento e Sua ressurreição. 
A salvação só se torna eficaz para o ser humano quando ele crê, exercendo fé pessoal no Senhor Jesus Cristo e se arrependendo dos seus pecados, tornando-se, assim, salvo para sempre, sem nada a separá-lo do amor de Deus. 
(João 3:16; 14:6; 20:31; Atos 16:30, 31; Romanos 10:9, 10; Efésios 2:8, 9; Filipenses 1:6; Hebreus 5:9; 10:10,14-18; 1Pedro 1:2-5; Atos 4:12; 13:39; 2Pe 1:4; João 10:28-29; 3:3-6)
 
B. Seu Conteúdo 

Novo Nascimento
No momento em que aceita Cristo, o pecador, que estava espiritualmente morto, nasce de novo, é regenerado pelo poder do Espírito Santo e se torna recipiente da nova natureza – a natureza divina.
Nessa nova vida, o crente é adotado como filho de Deus e, como tal, é feito co-herdeiro de Cristo. 
A nova vida espiritual permite ao crente compreender as verdades espirituais e comunicar-se pessoalmente com Deus, passando a ser habitado pelo Espírito Santo, de quem recebe poder. 
(Gênesis 1:17; João 3:3-8; Romanos 3:23, 5:12-21; 2Coríntios 5:17; Romanos 8:14-17; Gálatas 2:20; Efésios 4:24; 2Pedro 1:4) 

Justificação pela Fé
No momento da salvação, pela fé que exerce em Cristo, o crente é absolvido da culpa do pecado e é declarado justo por Deus. A justificação, portanto, não é uma conquista do crente, mas uma declaração formal de Deus, pela qual concede perdão divino ao crente, imputando-lhe a justiça divina. 
(Romanos 5:1-11)

Santificação
Como resultado do constante e poderoso trabalho do Espírito Santo em sua vida, o crente entra no processo chamado santificação, que lhe permite crescer continuamente no padrão de santidade do próprio Senhor Jesus Cristo. 
(I João 3:1-4)

Glorificação
No futuro, quando os crentes estiverem com Cristo, serão como Ele é. Não é que se tornarão deuses, mas serão glorificados e totalmente santos, assim como Cristo é santo. 
(João 3:1-3; Romanos, capítulo 6; 1Coríntios 1:2; 6:11; Efésios 4:11-16; Colossenses 3:12-14; 1Tessalonicenses 3:12, 13; 2Pedro 1:2-11; 1João 3:1-4)

SEÇÃO VIII - EVENTOS FUTUROS (Escatologia)


A. A Era da Igreja

 
A igreja começou no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo foi dado, e continuará na Terra até ao arrebatamento da igreja. 
(Atos, capítulo 2; 1Coríntios 15:51-52; 1Tessalonicenses 4:13-17)

B. O Arrebatamento

O próximo grande evento profético que aguarda a igreja é a vinda corporal do Senhor Jesus Cristo nos ares, quando os salvos desde o dia de Pentecostes até àquele momento serão arrebatados para se encontrarem com o Senhor e serem levados ao Céu em corpos glorificados. 
(1Tessalonicenses 4:13-17; 2Tessalonicenses 2:1; 1João 3:2)

C. O Tribunal de Cristo

O Tribunal de Cristo, que ocorrerá após o Arrebatamento, é um julgamento exclusivo para os salvos em Cristo da era da igreja e visa à prestação de contas das suas obras e o devido recebimento das suas recompensas (galardões) pelo que fizeram para o Senhor na Terra.
 (1Coríntios 4:5; 2Coríntios 5:10)

D. A Tribulação

Esse é o período de sete anos, também conhecido como a septuagésima semana de Daniel, no qual, Deus, mais uma vez, concentrar-se-á no povo de Israel e derramará a Sua ira sobre todas as nações da Terra. 
Durante a Tribulação, a igreja não mais estará na Terra, pois terá sido arrebatada pouco antes.
A Tribulação é dividida em duas partes iguais, sendo a primeira metade “o princípio das dores”, e a segunda metade, “a grande tribulação”. 
(Jeremias 30:7; Mateus, capítulo 24; Daniel, capítulo 9)

E. A Segunda Vinda de Cristo

Pouco antes do final da Tribulação, Cristo retornará com a Sua igreja à Terra para estabelecer o Seu reino terreno. Ao pôr os pés na Terra, Cristo encerrará, vitorioso, a grande campanha do Armagedom. Em seguida,  Ele conquistará as nações e estabelecerá Seu reino milenar com base em Israel. 
(Zacarias 14:1-5; Judas 14-15; Apocalipse 19:11-21)

F. A Ressurreição dos Santos do Antigo Testamento

Após a Tribulação, os crentes do Antigo Testamento serão ressuscitados para receberem a sua herança no reino milenar de Cristo. 
(Daniel 12:1-3, 9-13)

G. O Milênio
 
O Milênio é o cumprimento da promessa de Deus a Davi de que ele teria um descendente que se sentaria no seu trono para sempre. Jesus Cristo começará a cumprir essa profecia literalmente ao governar a Terra e nela reinar por mil anos. 
Ao final dos mil anos, Satanás será libertado da prisão, a fim de enganar e reunir os rebeldes para a batalha final contra Cristo. Porém, fogo do Céu os consumirá, e Satanás e suas hostes demoníacas serão lançados no lago de fogo, onde serão atormentados para sempre. 
(2Samuel 7:8-16; Isaías 11:1-16; Apocalipse 20:1-10)

H. O Julgamento do Grande Trono Branco 

Virá então o julgamento dos incrédulos de todas as épocas. Todos serão ressuscitados para comparecer diante do Senhor e serem lançados vivos no lago de fogo, pois os seus nomes não estão escritos no Livro da Vida. 
(Apocalipse 20:7-10)

I. Os Novos Céus e a Nova Terra

Após o reinado milenar de Jesus Cristo e o julgamento dos incrédulos, Deus criará novos Céus e nova Terra, que serão o lar eterno dos santos. 
(2Pedro 3:10-13; Apocalipse 21:1-22:5)

J. Eternidade

Todos quantos foram justificados pela fé no nome de nosso Senhor Jesus Cristo, tanto judeus como gentios, estarão eternamente na presença do Senhor, no pleno gozo das bem-aventuranças celestiais. 

Os incrédulos, por sua vez, por terem, em sua impenitência e incredulidade, rejeitado a oferta da graça e da misericórdia de Deus em Cristo, terão uma existência eterna separada de Deus, suportando o castigo dos seus pecados no inferno, um lugar de fogo inextinguível, onde haverá sofrimento e ranger de dentes sem alívio. 
(Salmos 16:11; Mateus 25:46; João 14:2; 1Coríntios 15:3-57; 2Tessalonicenses 1:8, 9; Apocalipse, capítulos 21-22)

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