Prudência, responsabilidade, moderação, discrição (Série ECLESIASTES 40)

Ec 10.8-11, 16-20         29/05/2022         64 minutos

Pregação por Pr. Mauro Clark

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O capítulo dez enumera princípios estabelecidos por conclusões diversas de Salomão.

Nesta parte do cap. 10 veremos princípios curtos, uma frase só.

 

 

v.8-9

Quatro exemplos de consequências desagradáveis quando se corre risco de:

* abrir uma cova: cair dentro

* arrombar um muro: ser mordido por uma cobra

* arrancar pedras: ser ferido por elas

* rachar lenha: se expor a uma lasca no olho, machado no pé etc.

 

Interessante: afirmações meio óbvias! Então por que registrar?

Óbvio ou não, todo dia Salomão devia ver gente sofrendo as consequências de riscos que correram - em todas as áreas da vida.

É como se dissesse:

Vocês estão se machucando. Tenham mais cuidado! Avaliem melhor o que fazem!

 

Sugiro cada um evitar dois extremos:

1. Ver risco em tudo e, por isso, travar.

É o chamado supercuidadoso, medroso.

Sei que isso tem muito a ver com personalidade, não é certo nem errado.

Mas pode se tornar um problema espiritual, de pouca confiança em Deus.

Nesse caso, é bom tratar seriamente isso com Deus.

E se estiver convicto de que precisa dar um passo, mas não consegue por causa dos riscos, peça ajuda a Deus e faça!

 

2.  Não ver risco em nada e por isso enfrenta grandes riscos de peito aberto.

É o famoso temerário, ou irresponsável, que anda a 150 km/h numa moto, na rua.

O pior é que ainda confunde isso com confiança em Deus – que não é!

 

Procure o equilíbrio, que é a prudência.

Tudo tem risco, mas alguns podem ser evitados, e outros têm de ser enfrentados.

Importante: pode acontecer de alguém equilibrado, mas, diante de alguma situação específica, agir de uma das maneiras acima:

* Deixar de assumir mesmo um pequeno risco, não por medo, mas por convicção de que assim Deus quer.

* Assumir um risco enorme, não por irresponsabilidade, mas também por convicção de que é assim que Deus quer. Exemplo: Ester: Se morrer, morri! – Et 4.16

 

v.10

O machado embotado até que corta, mas exige muito esforço.

Podendo, é melhor amolar e assim facilitar a tarefa!

Em princípio, qualquer tarefa tem maneiras hábeis e maneiras desajeitadas de fazer.

Tentar realizar de modo errado, desajeitado, apressado, precipitado só dará mais trabalho ou mesmo impedirá o serviço de ser feito.

Mas se tiver sabedoria, conseguirá êxito.

Essa sabedoria inclui conhecimento, reflexão, paciência.

É por falta dessas coisas que há tanto trabalho malfeito neste mundo!

Como são feitas as suas tarefas do dia a dia? Bemfeitas? Malfeitas?

E os seus serviços para Cristo? Ef 5.15-17; Cl 4.5

 

v.11

Não é claro se a pessoa mordida é o próprio encantador ou o cliente.

Seja como for, alguns acham que o assunto é a hora certa de fazer um serviço.

Se alguém se expuser à cobra antes de estar encantada, será mordido e de nada adiantou a presença do encantador. Ele não soube a hora de realizar o serviço.

Concordo, mas prefiro generalizar: mesmo que um profissional esteja presente numa certa situação, se ele for incompetente, irresponsável, de nada adiantou a presença dele.

* Quantos pacientes pagam caro por erros médicos causados por imprudência ou descaso, ou incompetência.

* Quantos clientes com boa causa jurídica perderam por causa de advogados medíocres.

* Quantos moradores se prejudicaram com construções defeituosas.

 

Lição óbvia: seja o melhor possível naquilo que você se propõe a fazer.

Importante não é só estar pronto para o serviço, achar que tem condições, mas ter!

 

Observação: mesmo que erros sejam lamentáveis, é impossível não errarmos.

Cada um aqui já foi vítima de erro de alguém e já causou prejuízo a alguém por erro seu.

Mas se você for errar, que pelo menos, seja por falta de experiência, ou de habilidade.

Afinal, a experiência vem com alguns erros.

Mas que seus erros nunca sejam por irresponsabilidade, desleixo, falta de estudo, ganância, orgulho etc.

Claro que todo profissional experiente um dia foi novato e aprendeu com seus erros.

Mas que tenha a honestidade e humildade para reconhecer que um serviço está além da sua capacidade e deixar para outro fazer.

Peça orientação a Deus quanto a esse assunto!

 

v.16-17

Contraste: primeiro Salomão lamenta por um país em que o rei é criança ou jovem, inexperiente, não sabe governar e escolhe mal os seus assessores (príncipes, no hebr.: oficial, líder, comandante).

Resultado: não tem (e talvez nem queira ter) controle sobre eles, que são inadequados, irresponsáveis, vivedores, farristas.

Coitada de uma terra assim.

 

Por outro lado, feliz de um país cujo rei seja filho de nobres.

Para o contraste, o esperado seria um rei experiente, mas talvez o fato de ser de uma linhagem nobre, indica que foi devidamente instruído e educado desde cedo.

Resultado: os assessores não vivem numa mesa para se empanturrar ou embebedar, mas para se alimentar normalmente.

 

Lição para hoje: se tem chance de escolher o “rei”, escolha com responsabilidade.

 

v.18

Assunto óbvio: preguiça – um tema altamente comentado e condenado pela Bíblia.

Acho ser suficiente apenas ler algumas passagens:

Pv 12:24; 20:4; 21:25; 24:30, 31.

Contrário de preguiça: Hb 6.11-12; 2 Pe 1:5–10

 

v.19

Parece uma observação sobre três assuntos não correlatos e sem qualquer conselho.

Mas acho que têm algo em comum: três coisas que podem ser benéficas, mas correm o perigo de serem facilmente mal utilizadas e termina sendo nocivas.

Festas (RA: festim): Hebr.: Lit: pão, refeição, comida, fruta. Metaf: festa, reunião festiva.

Salomão fala de a reuniões agradáveis, em que há comida, conversas, risos etc. – e nada mais que isso!

Implícito: se passar disso, vira comilança, algazarra – condenado pela Bíblia.

 

Vinho: suficiente para dar alegria e leveza mental (pouco teor alcóolico na época, exceto a chamada “bebida forte”).

Implícito: se passar disso vira bebedice, embriaguez, vício – tudo condenado pela Bíblia.

 

Dinheiro: pode ser benigno, se usado com sabedoria, moderação, amor ao próximo.

Implícito: se passar disso sai do razoável e começa a ser nocivo: materialismo, idolatria ao dinheiro, opressão etc.

 

Aplicação: 1Co 10.23; 6.12

Devemos usar as coisas com moderação, sem vícios, com responsabilidade cristã, com o coração em paz, de modo a podermos ofertar a Deus.

 

v.20

Aplicação fácil: muito cuidado com o que fala, especialmente se for de poderosos.

Esse cuidado envolve dois fatores:

1. A quem: nem em pensamento, ie, nem a você próprio! Quanto mais a outra pessoa.

2. Local: nem no quarto, que é o lugar mais reservado que você tem, quanto mais em algum outro lugar, especialmente lugar público.

Numa palavra: DISCRIÇÃO no falar de outra pessoa, especialmente um poderoso.

Veja que Salomão nem entrou no mérito de que a Bíblia condena fofoca, maledicência, calúnia etc. Ficou somente na questão da prudência.

 

Que Deus nos abençoe com tantas lições. Amém

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